Discutindo sobre interação mediada por computador com minha filha mais velha, surgiram algumas questões interessantes, como a modificação da linguagem utilizada inicialmente por quem utilizava o computador (absolutamente técnica) e a que hoje impulsiona o "diálogo" entre máquina-homem e entre hpmem-máquina-homem. Compartilho com vocês parte de um trabalho dela que achei interessante, e que agora fica aberto aos comentários da turma.
"Os avanços tecnológicos tem mudado a idiossincrasia do ser humano: a forma de se ver o mundo e de interagir com ele tem sofrido inúmeras alterações, colocando em dúvida conceitos antes bem definidos, como as próprias idéias de "perto" e "longe", conceitos culturais e reviravoltas antropológicas.
À medida em que o conceito de rede foi aplicado à comunicação, o processo semântico da informação iniciou um caminho sem volta. Em que pese num princípio (muito recente), a informática tenha sido restrita a poucos detentores dos conhecimentos técnicos - visto que a linguagem usada era a da programação -, rapidamente a evolução atingiu uma realidade extremamente diversa, ao ponto de haver uma interação entre máquina e homem, numa troca de signos e significados perfeitamente compreendidos. Estabeleceu-se, assim, uma espécie de pacto semântico entre estes atores, acessível a praticamente todas as linguagens usadas no mundo.
[...]
Assim como na comunicação interpessoal é necessário que haja compreensão entre o agente ativo (que fala) e o passivo (que ouve), a linguagem da computação passou a exercer este papel, permitindo um link cognitivo entre máquina e homem, na própria linguagem deste. Como consequência, a internet possibilitou um acesso à informação e o contato com outros seres humanos, em um locus totalmente virtual, hoje estendido inclusive à educação, o que certamente deixaria Aristóteles, com seu método peripatético de lecionar, completamente louco".
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